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20/03/2010

O Guardião do Castelo



Certo dia num mosteiro zen-budista, com a morte do guardião foi preciso encontrar um substituto. O grande Mestre convocou, então, todos os discípulos para determinar quem seria o novo sentinela. O Mestre, com muita tranqüilidade, falou:- "Assumirá o posto o primeiro monge que resolver o problema que vou apresentar".

Então, ele colocou uma mesinha magnífica no centro da enorme sala em que estavam reunidos e, em cima dela, pôs um vaso de porcelana muito raro, com uma rosa amarela de extraordinária beleza a enfeitá-lo e disse apenas: - "Aqui está o problema!".

Todos ficaram olhando a cena: o vaso belíssimo, de valor inestimável, com a maravilhosa flor ao centro.
O que representaria?!
O que fazer?!
Qual o enigma?!

Nesse instante, um dos discípulos sacou a espada, olhou o Mestre, os companheiros, se dirigiu ao centro da sala e... ZAPT... destruiu tudo, com um só golpe. Tão logo o discípulo retornou a seu lugar, o Mestre disse:- "Você será o novo Guardião do Castelo".

Nós somos ao mesmo tempo o guardião e o castelo. Não é verdade que muitas vezes os vícios que nos escravizam, as dependências afetivas e emocionais... nos parecem um vaso belíssimo de valor inestimável com uma maravilhosa rosa amarela no centro?
Mas problema é problema e precisa ser destruído ainda que tenha uma bela aparência.